Por Jana Lauxen
Salve,
salve, comunidade!
Consternada
e um pouco aliviada, informo que a 7ª Feira de Arte Local e Sarau Leituras nas
Ruas, que aconteceu dia 7 de dezembro de 2025, foi a última edição do projeto.
Por
que estou consternada?
Porque
sempre rola uma certa melancolia quando um projeto massa se encerra. Uma
espécie de nostalgia antecipada.
A Feira
de Arte Local e Sarau Leituras nas Ruas nasceu em 2024. Sua primeira edição
estava prevista para março daquele ano. Porém, como todos sabem, a chuva não
deu trégua no Rio Grande do Sul e, em maio de 2024, estávamos literalmente embaixo
d’água. Carazinho foi uma das poucas cidades que não foi afetada em todo o
estado, mas mesmo assim choveu muito – e, cá entre nós, não havia razão nem
vontade de realizar um evento festivo naquele fatídico ano.
No
final de 2024, inscrevi o projeto no edital da Política Nacional Aldir Blanc de
Fomento à Cultura aqui de Carazinho, e ele foi selecionado. Previu cinco
edições, uma por mês, iniciando em março e terminando em julho.
Dessa
vez, tivemos sorte. Não choveu em nenhuma das edições, pelo contrário! Foi só sol
e céu azul!
Entre a primeira
e a segunda edição, o Julian Mendez me deu a ideia de incluir apresentações musicais durante a
feira. Nasceu aí o Música na Praça, que trouxe rock, rap, MPB e uma variedade
de ritmos para nossa festa cultural!
E o
que dizer do Sarau Leituras nas Ruas?
Um
projeto que já nasceu pronto, redondinho, perfeito, irretocável, não exigindo
nenhuma alteração ou adaptação.
Através
dele, fizemos ressoar literatura pela Praça 1º de Maio e pela Avenida São
Bento, reunindo uma galera lendo textos seus e de seus autores favoritos! A
literatura no seu devido lugar: na praça, na rua, no meio de toda gente!
Foi
tudo tão bonito que, após a quinta edição, decidimos dar continuidade ao
projeto, mas agora com periodicidade trimestral, a cada troca de estação. Realizamos
então a sexta e a sétima edição da Feira de Arte Local e Sarau Leituras nas
Ruas, que entregaram tudo o que prometeram!
Por
isso, e por muito mais, me sinto consternada em encerrar o projeto, que na
verdade trazia vários projetos em um: a feira, os shows, o sarau, tudo ao mesmo
tempo e na rua, habitat natural de todas as artes e palavras.
Mas
então por que me sinto um pouco aliviada?
Porque
um projeto assim demanda esforço, dedicação e trabalho duro. Demanda TEMPO,
esse item tão raro, caro e precioso nos dias de hoje.
Ocorre
que, para 2026, me comprometi com outros projetos, alguns iniciando agora,
outros já em andamento, que têm exigido minha atenção e meu envolvimento – e
nos quais realmente quero me atentar e me envolver.
Contudo,
o dia segue com 24 horas.
E,
como todo mundo, eu preciso me organizar e fazer o que eu quero e tenho que
fazer dentro dessas 24 horas.
De
modo que precisei sentar e pensar como reorganizar essa agenda, que possui mais
compromissos do que tempo disponível. Como não posso inventar um dia com 36
horas, tomei a decisão de encerrar a Feira de Arte Local e Sarau Leituras nas
Ruas.
Porque,
sinceramente, acho que o projeto cumpriu o seu papel. Fez o que tinha que fazer.
Mostrou e comprovou o que tinha que mostrar e comprovar.
Inclusive,
de jeito nenhum posso deixar de dizer MUITO OBRIGADA a todos que participaram,
levaram sua arte, foram prestigiar, se apresentaram, leram, colaram junto. Sem
vocês, não existe coisa nenhuma e nada disso faz muito sentido.
Consternada
e um pouco aliviada, dou por encerrada essa jornada divertida e desenfreada,
que sem dúvidas compensou toda a correria, o trabalho e o esforço que exigiu.
Sigamos
em movimento, Carazinho, para tornar a arte, a cultura e a literatura
radicalmente acessíveis em nosso lar, agridoce lar!