Texto: Fernão Duarte | Fotos: Ezra Dominique, Felipe Granville e Misael Ziech.
Sábado, 7 de
outubro de 2023, 9h da manhã: é oficialmente aberta a 1ª FELICA.
Foram 18 anos de jejum literário. Uma
maioridade da qual não nos orgulhamos. Quase duas décadas de páginas em branco,
nas quais nem mesmo um risco, um rabisco, um traço, uma vírgula, uma linha, uma
interrogação, tivesse sido escrita.
Mas viremos a página, não é essa a história
que desejo contar. É importante conhecer o passado distante para não repeti-lo,
já disse algum pensador famoso. O que desejo contar é sobre o passado recente,
esse do dia 7 de outubro de 2023, e também sobre o futuro que nos aguarda.
Confesso que passei o dia anterior muito apreensivo. Havia a previsão de que seria um sábado chuvoso. Mas mesmo os deuses da chuva, todos eles, sabem da importância da literatura na vida do ser humano, então fomos abençoados com uma pausa nas instabilidades. Coincidência ou não, a pausa durou das 8h30 às 19h. Ah! Eu falei que a feira realizou-se das 9h às 18h?
Retomemos os fatos: a FELICA oportunizou aos mais de 30 expositores – escritores, poetas, editoras e artistas – mostrar o que foi produzido nestes 18 anos em que não tivemos uma vitrine onde os autores pudessem expor suas obras.
Oportunizou também a chance de conhecermos o trabalho teatral impecável, eu diria até profissional, dos alunos da Apae Laços de Ternura, de Carazinho, inclusive peças que foram premiadas, diga-se de passagem.
Outra atração que nos emocionou, e coloco no
plural porque acredito que falo por todos os presentes, foi o Coral do Yacamim,
cuja regência está sob o comando do multi-instrumentista, meu amigo, Roni “Boy”
Lopes.
Tivemos muitas outras atrações durante todo o
dia. Leituras dramáticas e emocionantes de poesia, e um pocket show de rap (rhythm and poetry) de Smoke MC, com suas
letras contundentes.
E por último, se me permitirem a ousadia de
falar em mim mesmo na terceira pessoa, a performance de Fernão Duarte,
interpretando o texto livremente adaptado de Khalil Gibran, "O
Louco", que deixou todos, como direi...? Fora da casinha?
Mas todas essas apresentações foram
coadjuvantes na FELICA.
Tenho a firme convicção que a atração principal foi o público. Um público que desafiou o sábado nublado, com risco de chover a qualquer instante, para ir até a feira e, em vários momentos, lotar o salão de eventos do Sindicato dos Bancários. É a elas, a todas as pessoas e a cada uma, que devemos agradecer.
Escritores, poetas e artistas não fazem uma feira. Ela só se confirma enquanto feira se tiver público.
Vocês, que compareceram, é que tornaram nossa
recém-nascida FELICA um grande sucesso.
A Feira Literária Independente de Carazinho foi uma realização da Editora Os Dez Melhores, ou melhor, uma realização da operária cultural Jana Lauxen, proprietária da Editora Os Dez Melhores, e contou com o apoio cultural de Supermercados Economia, vereador Bruno Berté, Cpers Carazinho, DuArte – Arte em Madeira, K. Lopes Assessoria e Produção de Eventos, Cooper Calçados, PSDB Carazinho, PDT Carazinho, Partido dos Trabalhadores de Carazinho, PoloBooks, Colégio Sorg, Iee Cruzeiro do Sul Oniva de Moura Brizola, Kombi del Sur, Tatiana Suckau, Liga dos Heróis, Pttéias e Raquel Sloczynski.