Texto:
Jana Lauxen / Editora Os Dez Melhores.
Fotos:
Fernão Duarte e Felipe Granville.
Uma andorinha não faz verão, é
o que dizem.
Ouço esta frase desde que era pequenininha,
mas acredito que só recentemente consegui entender, de fato, o seu sentido, e o
que ele significa na prática.
Dentro dos princípios ortodoxos
nos quais fomos criados, do mesmo jeito que crescemos ouvindo que “uma
andorinha não faz verão”, crescemos ouvindo que “a união faz a força”. No
entanto, na hora de sair da teoria, acabamos fazendo exatamente o contrário.
Prova é a sociedade competitiva
e selvagem na qual vivemos, onde disputamos espaço com todo mundo, o tempo
inteiro, como se não houvesse sol para todos. Daí nossas angústias e
depressões, nossos medos e inseguranças, nossas raivas e rancores. Daí nossa
loucura generalizada e silenciosa.
Por Felipe Granville. |
Contudo, hoje eu sei que,
realmente, uma andorinha não faz verão. É impossível que a gente consiga,
sozinho, ser maior e mais forte do que em grupo. Somente juntos temos alguma
chance de encontrar o que tanto procuramos, seja lá o que for.
E o Aniversário Cultural da
Casa da Cultura de Não-Me-Toque, que aconteceu no último sábado, dia 24 de
setembro, foi a prova definitiva de que não há muros ou fronteiras capazes de
deter a força de algo que é abstrato, mas definitivamente concreto e real.
Por Felipe Granville. |
Há um movimento acontecendo
aqui em nossa região em prol da única saída capaz de nos salvar, seja enquanto
indivíduo, seja enquanto país ou planeta: a cultura, a educação, o saber pensar
sozinho.
Por Felipe Granville. |
Uma sociedade ignorante,
bovinamente obediente e alienada, incapaz de usar o raciocínio – a
característica cabal que nos diferencia de todos os outros animais da Terra –
jamais poderá almejar evoluir. A (r)evolução que interessa, e que realmente faz
a diferença, é a (r)evolução intelectual.
O Aniversário Cultural da Casa
da Cultura de Não-Me-Toque foi o 5º evento no qual a Editora Os Dez Melhores esteve envolvida nos últimos 13 meses. E do
primeiro até o último, o que fica claro é o aumento significativo no número de
artistas participantes, de todas as idades, de todas as áreas, do centro e da
periferia, da cidade e do interior.
Tanto, que já nem consigo mais
escrever uma resenha padrão sobre os eventos, como fiz nos dois ou três
primeiros. Porque é impossível citar o trabalho de todos os artistas
envolvidos, como cada um merece; para isso eu teria de escrever uma apostila, e
não um texto de duas páginas.
Este movimento cultural – que
é, sim, um movimento político, no real sentido da palavra Política – não possui um nome, um endereço, um CNPJ, um estatuto,
um chefe. Ele é abstrato e itinerante, mas – repito – é real e concreto.
Por Felipe Granville. |
Porque é realizado por pessoas
capazes de levantar do sofá e fazer acontecer. Pessoas dispostas, preparadas, dedicadas,
cheias de boa vontade, que dividem o peso e tornam o trabalho mais fácil e mais
leve.
Nós, da Editora Os Dez Melhores, nos sentimos felizes e honrados em
participar da organização destes projetos culturais, mas também temos a plena
certeza de que nós, sozinhos, não faríamos absolutamente nada.
E aqui nos referimos aos
artistas, que abraçam a ideia junto com a gente.
Ao público, que prestigia, e
nos recebe sempre de braços abertos.
Aos demais organizadores, que
trabalham duro para tirar o evento da cabeça e do papel, e torná-lo realidade.
Aos amigos e parceiros
virtuais, que muitas vezes não podem comparecer por conta da distância, mas seguem
junto.
O bando é grande.
Por Felipe Granville. |
Então, deixo aqui nosso MUITO
OBRIGADA para todos, e para cada um.
Por Felipe Granville. |
Para todos que fizeram parte do Aniversário Cultural
da Casa da Cultura de Não-Me-Toque, e para todos que fazem parte deste
movimento
Muito obrigada ao público, aos artistas,
aos apoiadores, aos organizadores, ao pessoal da sonorização, ao motorista do
ônibus, aos amigos, agregados e simpatizantes.
Um abraço especialmente
apertado para a Marisa Becker, coordenadora da Casa da Cultura e grande pessoa,
por tornar este evento possível.
Muito obrigada a todos vocês, que
enxergam o bando passando, e correm fazer verão junto com a gente. ;)